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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Boi da Cara Preta

Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega esta criança que tem medo de careta

Não, não, não
Não o coitadinho
Ele está crorando, porque ele é bonitinho!

>> https://www.google.com.br/search?q=Boi+da+Cara+Preta&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjF7MnEkqrXAhVGE5AKHa8ODVIQ_AUICygC&biw=1366&bih=662#imgrc=1QI7NF2a0hhgtM:

Nana Nenem

Nana nenem
que a cuca vem pegar
papai foi pra roça
mamãe foi trabalhar
Desce gatinho
De cima do telhado
Pra ver se a criança
Dorme um sono sossegado

Cantiga de ninar

Cantigas de ninar, canções de ninar, acalantos ou cantigas de embalar são canções que as pessoas entoam para fazer os bebês dormirem suavemente.

Chamadas lula, na Suécia; berceuse, na França; ninnananna ou cantilena, na Itália; kalebka, na Polônia; lulle, na Dinamarca; rurrupatas, no Chile; canción de cuna, na Espanha; lullaby na Inglaterra e Estados Unidos; lullen, na Holanda, canções de embalar, em Portugal; komoruita, no Japão; cantec de legan, na Romênia, cantigas de mucuru, entre os indígenas brasileiros.

Nina-nana é o tom ritmado da voz de quem embala a criança, e é também o nome que se dá à "cantiga de acalentar".

Leite de Vasconcelos distingue três tipos de cantigas: as de berço (ou embalar), as de acalentar e as complexas que servem para embalar e acalentar.

Os temas das cantigas são os temas religiosos como os anjos, os pais ausentes, e as entidades míticas do sono como o João Pestana além das entidades assustadoras de crianças como o papão e a coca.

"O feio bicho papão
Está em cima do telhado
Para ver se o meu menino
Está no berço deitado."


"Vai-te coca vai-te coca
Sai de cima do telhado
Deixa dormir o menino
Um soninho descansado."

"Dorme filhinho, dorme meu amor, que a faca que corta dá talho sem dor."

O Novo Dicionário da Língua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira não registra o vocábulo coca (côca), e sim cuca significando bicho-papão, coco, papa-gente, tutu, bitu, boitatá, papa-figo. A coca (côca) ou cuca é um bicho imaginário frequentemente usado para fazer medo às crianças que não querem dormir.

No sul do Brasil mantém-se a figura da cuca, mencionada na obra de Monteiro Lobato. No nordeste, a referência foi perdida, como mostra a substituição na canção de ninar:

"Chô, Chô pavão
Sai de cima do telhado
Deixa o menino dormir
Seu sono sossegado."

No Brasil, dentre as mais conhecidas estão o Dorme nenem (folclore do Nordeste do Brasil, recolhido por Luís da Câmara Cascudo) e o Boi da cara preta (de Dorival Caymmi).



Quem isto ouvir e contar em pedra se há de tornar...